sábado, 30 de outubro de 2010

Where were you when everything was falling apart?

Senti-me a gelar, embora soubesse que mais cedo ou mais tarde isto ia acontecer , sinto que sequei.
Acordei e dei por mim a chorar; quis voltar a dormir para esquecer tudo o que se tinha passado mas nem o sono foi capaz de atenuar a minha dor. Então eu percebi que tudo passou - tudo acabou. Seguimos sentidos opostos, direcções opostas - caminhos diferentes. Agora o que realmente me interessa é saber que estás bem, que estás feliz - que estás melhor. Agora sei, que o valor das coisas está intensidade com que acontecem e não no tempo que duram. E para trás eu deixo tudo o que de bom passamos porque por mais lágrimas que derrame nada vai mudar. E sabes, sinto tantas saudades de todos os momentos em que só nós existiamos; de quando a vida parecia bem mais fácil quando eu te tinha por perto e sabia que estavas sempre comigo em tudo - e para tudo. E aí eu sabia que podia viver sem ter que me preocupar com absolutamente nada. Sinto saudades de quando sabia o que era o amor - quando eu sentia o que era o amor; porque agora a unica coisa que sinto é que sequei.
Sabes, eu não te amei por causa de quem tu és, mas sim por causa de quem eu me tornava quando estava contigo.
E hoje eu percebo que recordar é fácil para quem tem memória, esquecer é difícil para quem tem coração. Hoje percebo que o medo do sofrer é pior que o próprio sofrimento; que a nossa atitude perante a vida não depende só dos outros nem do que se passa á nossa volta, mas do que se passa dentro de nós. Hoje percebo que o tempo faz tudo valer a pena; que nem o erro é desperdício.
Quando percebi que tudo tinha acabado, acredita que morri por dentro - quero que percebas que tudo o que passámos sempre será presente e nunca será passado por mais que eu queira que seja!
Sei que tudo o que passámos morreu. E por mais que tente nao sais da minha cabeça. Eras aquela pessoa que eu mais amava e que eu mais valorizava! Agora, és aquela pessoa que me magoa, és aquela pessoa que todos os dias me deixa a chorar, és aquela pessoa que me faz sentir mal. Sinceramente nao sei se aquilo que passámos foi bom - porque no fim só me trouxe desilusoes - não te odeio, mas se te puder evitar, fico bem melhor.
A minha vida há muito que virou de pernas para o ar; que tudo nela está desorganizado - que tudo deixou de ser o que era, até os sentimentos, as verdades, as mentiras, as opiniões.Tudo em mim se alterou.
Afastados. Foi este o final que decidiste dar à nossa história, decidiste acabar tudo, sem uma única palavra, afastaste-te e esqueceste-me, agora tudo o que nós éramos para ti, nada mais é senão passado. Seguiste a tua vida, juntaste-te com outras pessoas, és feliz. Apesar de querer odiar-te, não consigo. Fizeste-me acreditar, com uma história que apesar das turbulências iria ter um final feliz. Agora... bem agora só acredito que eu e tu somos passado, mas um passado que é o meu presente, porque o meu presente é todo ele vivido, a pensar no que para trás ficou. Dos míseros momentos que partilhamos juntos, nas tardes a falar, nas mensagens trocadas, nas palavras ditas, nos gestos praticados, nos sorrisos, nos olhares. És o meu passado presente, és a peça fundamental na minha vida. Contigo está a minha felicidade, mas tu não cooperas. Apenas me queres longe da tua vida, e o teu silêncio apenas prova as minhas teorias. O meu passado apenas tem consigo, os momentos que contigo passei, todos eles, eu queria voltar a vivê-los, queria fazer tudo de uma maneira diferente, e agarrar-te para sempre à minha vida, mas tu és um ser humano, és livre e eu nunca poderia aprisionar-te, mesmo que isso me trouxesse a felicidade total. Quero poder recordar todas as tuas palavras, todos os nossos momentos juntos, sem qualquer choro, sem a presença de qualquer lágrima. És-me tanto. És o meu passado, vives no meu presente, e serás para sempre o meu futuro.
Hoje a minha missão de todos os dias é aprender a viver sem a tua presença. Mas para ser sincera, já não me dói a forma como me desprezas e como me ignoras, porque no fundo essa é a minha realidade de há muitos meses, de tal forma que já me habituei a isso.
Nada como o tempo a passar para todas as mágoas, desilusões e sonhos desfeitos serem ultrapassados. Nada como o tempo, para cicatrizar feridas que a certa altura pareceram não mais serem fechadas. Nada melhor que o tempo para conseguirmos chegar aonde não conseguiamos a alguns tempos atrás, devido a termos ainda os olhos fechados a novos horizontes! Nada como o tempo a passar para redescubrir-mos o sentido à vida - ao amor.
Há coisas que ainda me magoam mas para ser sincera já nem isso me incomoda, porque simplesmente já perdi tudo o que me importava.
Mas há horas que a tua ausência dá cabo de mim, e que tenho saudades do que passamos, do que dissemos e do que sentimos, mas saudades é o que sempre vamos sentir dos bons momentos do nosso passado, e são tantas as vezes em que só damos valor as coisas quando já não as temos!
Todos os dias que sofri por ti, em que a tua ausência foi pesando no meu coração, foi também menos um dia para – finalmente - conseguir desprender-me de ti. Não te esqueci, mas virei a minha página para que o consiga fazer o mais rápido possivel. Da maneira repentina que entraste dentro de mim, será a mesma maneira que sairás - do dia para a noite, ou da noite para o dia.
Desisto de tentar-te perceber, desisto de acreditar que um caminho nós poderíamos construir, desisto de acreditar em finais felizes. Desisto!
Nunca vou esquecer que a razão do meu sorriso eras tu.
Tudo tem um principio, meio e fim .



O sofrimento é o intervalo entre duas felicidades.
"I miss you."

domingo, 17 de outubro de 2010

"Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a fazer. E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordeiramente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade. Às vezes, é preciso partir antes do tempo, dizer: aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um Deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que a vontade de mudar é sempre mais forte, que o destino e as circunstâncias se encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim. Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizémos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito. Somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor. Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo a baixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda-fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo. Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio, paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira.
Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer."

Margarida Rebelo Pinto.
Porquê que me deixas-te? Como não foste capaz de cumprir a tua promessa? "Nunca te deixarei". Foi o que disses-te, poucas vezes, mas da mais honesta maneira que alguma vez ouvi - e eu acreditava, porque te amava. E deixaste-me, sem nunca me exlicar porquê, fingindo que era algo muito fácil, sem dares cobertura aos estragos que irias provocar, sem pensares no quanto isso me iria magoar, diz-me porquê. Porquê que me deixas-te? Não fui perfeita? A culpa foi minha? (...) E eu senti-me uma inútil, preenchida pelo arrependimento de ter acordado naquele dia, coberta pelo choque. E quando realmente me convenci de que realmente te tinha perdido, afoguei-me no enorme vazio que sentia, e que doía mais que qualquer outra coisa. Só de pensar que poderia ter feito parte dos momentos mais felizes da tua vida e que essa oportunidade se desvaneceu do nada, causava uma explosão de lágrimas que lavava a minha cara. (...) perdi o rumo, e vou conforme o vento sopra, sinto-me rasgada, despedaçada, perdida nas memórias que me esforço por ver e rever, para nunca as esquecer. Sinto-me dominada pela cruel verdade de que nunca mais te terei a meu lado. (...) Leva tudo o que é meu: leva tudo o que eu sou, leva tudo contigo. Não mereces, nem tens o direito de o fazer, mas já não tenho forças para continuar a lutar por nós. Vou ceder. Tipico de mim, não? E aí sim, leva tudo contigo. Pelo menos saberei que algo meu continuará contigo, e mesmo que seja a coisa mais estúpida que já pensei, tem todo o sentido para mim. E eu? Eu continuo a fazer o papel de menina feliz, quando a tua ignorância me destrói.

Autor desconhecido.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

" Porque quando realmente me aperceber da tua ausência, quando aquela esperança mínima - mas notável - que me diz que ainda estás cá comigo, morrer, aí sim, o meu mundo vai ruir. Porque enquanto esta gota (insignificante para ti) existir, tu existes, o teu olhar existe, nós existimos, e isso é indestrutível. E enquanto tiver energia suficiente para marcar esperança no meu corpo, eu vou lembrar-me de que sou inútil sem ti, sou um mero risco no universo, cuja existência não tem argumento, não tem sentido. Vivemos tantos momentos juntos, agora ténues lembranças do que era ser feliz. Porque eu fui feliz contigo, quando tu ainda me amavas e insistias em dizer que nunca me deixarias, porque serias nada sem mim.
Eu abdicaria de todos aqueles carinhos (na altura honestos), daqueles olhares apaixonados que não me largavam quando estávamos com outras pessoas, como que só existíssemos nós dois, eu abdicaria de todas essas peças do puzzle que construíram o nosso amor, eu abdicaria delas só para que me amasses de novo. Isso chegava para me fazer feliz.
Agora tudo é diferente. Agora, insistes em destruir-me a minha vida.
Por isso, quando essa esperança morrer, eu deito-me no chão nu de madeira lisa e fria, e pouso a minha mão no peito: tento não sentir o bater do meu coração, tento convencer-me de que morri. Paro a minha respiração, mas continuo a sentir o coração a pulsar, o sangue a correr-me nas veias, mas não te sinto a ti, e por isso, sei que morri… por ti. "

Autor desconhecido.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

confidente ♥

"Amigo não é aquele que te seca as lágrimas; é aquele que as evita. "

Cada sorriso, cada olhar, cada palavra, cada gesto; tudo isso são sentimentos, actos, emoções e momentos.
Muitos deles são dificeis de exprimir, de mostrar e de realizar; muitos deles não passavam de ilusões - meras ilusões.
E tu fizeste-me perceber que não interessa sabermos o que são mas sim ter alguém com quem os partilhar.
Conheço-te á relativamente pouco tempo e já me és tanto; já me importo tanto contigo!
E no pouco tempo em que te conheço acabaste por te tornar como um exemplo - um ídolo .
Confesso que nem eu faço ideia do quanto te admiro.
Estiveste e estás sempre comigo em tudo e para tudo:
Dás-me força e apoio. Sempre que estive quase a cair tu deste-me a mão e evitas-te que isso acontecesse.
Quando pensei em desistir ou desaparecer fizeste-me perceber que devemos erguer a cabeça e olhar em frente.
Sempre que me senti perdida tu mostraste-me o caminho - o rumo certo.
Quando eu choro limpas-me as lágrimas.
Quando tenho medos tu lutas contra eles.
Atenuas a minha dor e quando sofro abraças-me para que eu me sinta mais segura - melhor.
Estás sempre lá nos maus momentos e é isso que demonstra a qualidade da tua amizade.
E sempre que te tenho por perto sinto que tudo ganha um novo e melhor sentido.
Acredita que tenho o maior orgulho em dizer que és meu amigo e nunca nada vai chegar para te agradecer por tudo o que fizeste e tens feito por mim.
Acredita que a nossa amizade tornou-se um dos meus melhores e maiores bens.
Acredita que, sempre que precisares de mim, eu vou estar lá para ti, tal como tu sempre estiveste lá para mim.
Obrigada por me mostrares o caminho para a felicidade. Obrigada por seres quem és. Obrigada por tudo !
Eu gosto mesmo muito de ti ! ♥

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Os dias vão passando. Ao longe vejo os momentos que partilhamos . E as palavras que trocamos vão-me escapando por entre os dedos.
Percebo o erro que cometi em não te ter dito o que deveria dizer; por não ter lutado por ti - por nós.
No horizonte vejo a fusão de sentimentos que ambos teimamos em conter durante aquele periodo de tempo em que tudo era mais fácil, mais leve - melhor.
Quando fecho o olhos vejo aqueles sorrisos que timidamente fomos trocando; a ternura dos nossos olhares e acima de tudo a tentativa de explusão de emoções.
Lembro-me das palavras que custavam a sair, do corpo que teimava em não se mover. Lembro-me das mãos a tremer, da barriga a doer.
Lembro-me que sempre que falava e estava contigo isso ia acontecendo cada dia mais e mais depressa: que sempre que te via o resto do mundo permanecia imovél e só existias tu, eu - nós.
Lembro-me que eras a unica pessoa capaz de atenuar a minha dor e o unico que seria incapaz de me causar qualquer tipo de sofrimento.
Hoje percebo que devia ter feito com que a voz saísse firme e serena, que devia ter lutado com tudo de mim para que eu e tu não fossemos dois, mas sim um. Que devia ter lutado com todas as minhas forças para evitar  que o  tempo e a distância acabassem por destruir tudo aquilo que construimos. Para evitar que a ausencia fosse dissipando o que fomos - o que já não somos.
Hoje percebo que devia ter tido coragem para expressar correctamente o que sentia por ti; que devia ter dito o que queria dizer.
E se tivesse dito aquilo que querias e merecias ouvir? Se o tivesse feito seria tudo diferente?
Sim, tudo desvanesceu e podemos ter perdido tudo, mas continuas a ser e a significar o que sempre foste e significaste.
Um dia vais saber tudo aquilo que eu nunca te disse mas que sempre te quis dizer.
Um dia vais saber que eu sempre te amei .